Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

Já não é paranóia, é real...

No domingo, dia 5 de agosto, fui com a minha irmã desde o Porto até Coimbra de carro para preparar tudo para a festa surpresa do nosso pai. Fui contrariado, claro... mas fui.

Chegamos lá por volta das 16h00 e a Barbro começou a preparar tudo até ao mais ínfimo pormenor, enquanto eu apenas observava e ajudava apenas em absoluta necessidade (como por exemplo: colocar balões no tecto). A festa estava programada para começar às 19h00, hora em que o pai voltava do seu trabalho na empresa (trabalha ao domingo devido às horas extraordinárias, embora não tenho problemas financeiros).

Eram 23h00 quando ele chegou, sim 23h00!!! Chegou acompanhado por uma mulher, aproximadamente 1,75m, cabelos longos e loiros, olhos absurdamente azuis, não teria mais de 22 anos. Sempre se interessou por mulheres com cabelo loiro e olhos azuis, talvez pelo seu cabelo ter sido loiro também um dia (agora é branco) e pelos seus olhos serem também azuis ou secalhar porque lhe faz lembrar as mulheres suecas. Já depois de eu ter feito um enorme esforço para dizer "surpresa!" a pedido da Barbro, olhei para o meu pai durante um tempo com um ar de sacana e quando ia perguntar quem era aquela gaja ele interrompe-me e apresenta-a:

- esta é a Vitória, uma colega minha - disse ele

a Barbro ficou algo chateada, pois julgava que o pai lhe estava a mentir... mas acabou por nada dizer. Olhei para a gaja e pensei sarcásticamente:" Vitória? isto não é nada nome de striper, nem tem cara disso a miúda." ...enfim, ele lá sabe o que faz.

 

Porque é que este gajo faz anos? cada vez que faz anos é mais uma vez que tenho de o ver, não há paciência. A minha relação com ele dá-se mais através da conta bancária.

 

Quase obriguei a minha mana a ir embora comigo, pois estava farto daquela treta. Às 02h00 fizemo-nos à estrada  e passados 30 minutos decidimos parar numa estação de serviço, estranhamente não estava lá ninguém. Ao reabastecer vi um carro que parou ao meu lado, mas nem liguei.

Lembro-me apenas de acordar numa cama de hospital no dia 7 de agosto, Traumatismo crâniano provocado por um taco de basebol. Depressa pergunto a uma enfermeira onde está a minha irmã e se está tudo bem com ela.

Após se ter informado convenientemente, a enfermeira informou-me com uma voz engasgada de que a minha irmã havia sido brutalmente esfaqueada depois de eu  já estar inconsciente. Segundo o que me foi dado a conhecer na altura ela ainda corria risco de vida e estava em coma induzido, fui autorizado a ir vê-la alguns dias depois. Estava bastante ferida, tinha as feridas com padrões semelhantes às que me marcaram com estas cicatrizes até que chegue o dia em que terei de me reconciliar com a Natureza. Não quero falar muito sobre a localização das mesmas, pois apodera-se de mim uma melancolia assassina.

Voltei para casa no dia 11, mas só agora me senti com força para escrever isto...

Tenho agora a mais absoluta das certezas de que quem fez isto à Barbro foi a mesma pessoa que já me havia esfaqueado à alguns anos. No dia 10 a Barbro já estava consciente(não correndo perigo de vida) e disse-me que quem lhe atacou usou uma máscara preta, tal como havia sucedido comigo.

Estou completamente doido, um megalomaniaco quase... sou capaz de matar alguém que me irrite.

Agora é melhor ir ver a Barbro(como faço todos os dias) que está quase na hora de visitas e ela ainda vai ter de estar entre uma e duas semanas no hospital.


publicado por Acke Olsson às 11:48
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